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Passivos Ambientais: O Perigo Oculto na Compra de Terrenos e Unidades Industriais

  • Foto do escritor: Greenworks Engenharia e Sustentabilidade
    Greenworks Engenharia e Sustentabilidade
  • 4 de fev.
  • 3 min de leitura

A aquisição de um novo terreno para incorporação ou a desativação de uma unidade industrial são marcos estratégicos para qualquer empresa. No entanto, o que muitos gestores ignoram é que a negociação vai muito além dos ativos visíveis na superfície. Abaixo do solo, podem existir passivos ambientais capazes de inviabilizar projetos, gerar multas milionárias e comprometer a reputação da marca.


Neste artigo, vamos entender como o Gerenciamento de Áreas Contaminadas (GAC) atua como uma ferramenta de blindagem patrimonial e quais são as etapas essenciais para garantir a segurança do seu investimento.


O que são Passivos Ambientais e por que eles importam?

Passivos ambientais são, em essência, obrigações de reparação de danos causados ao meio ambiente decorrentes de atividades passadas. No Brasil, a responsabilidade por esses danos é solidária, o que significa que o novo proprietário pode ser legalmente obrigado a remediar uma contaminação causada por donos anteriores.


Ignorar essa realidade pode resultar em:

  • Custos de remediação não previstos no orçamento.

  • Embargo de obras por órgãos fiscalizadores.

  • Dificuldade na obtenção de financiamentos bancários.

  • Processos judiciais cíveis e criminais.


O Papel Estratégico do Gerenciamento de Áreas Contaminadas (GAC)

O GAC não deve ser visto apenas como o cumprimento de uma norma ambiental, mas como uma etapa vital da Due Diligence. Quando realizado de forma preventiva, ele oferece:

  1. Poder de Negociação: Se a contaminação é descoberta antes da assinatura do contrato, é possível renegociar o valor do imóvel ou exigir que o vendedor realize a remediação.

  2. Segurança Jurídica: Documentar a condição do solo no momento da compra protege a empresa contra responsabilidades futuras injustas.

  3. Viabilidade de Projeto: Para o setor imobiliário, saber se o solo está apto para uso residencial ou comercial é o primeiro passo para a aprovação de qualquer alvará.


As Fases da Investigação: Do Raio-X à Solução

O processo de investigação de uma área segue um rito técnico rigoroso, definido pela Resolução CONAMA nº 420/2009 e pela norma técnica ABNT NBR 15515, dividido em etapas fundamentais:


1. Avaliação Preliminar

Nesta etapa, realizamos o levantamento histórico do uso do imóvel, análise de fotos aéreas antigas e vistorias técnicas para identificar possíveis fontes de contaminação (como antigos tanques de combustível, depósitos de resíduos ou áreas de descarte), seja através da inspeção de campo ou de entrevistas realizadas com antigos proprietários, vizinhos ou trabalhadores que atuaram na área.


2. Investigação Confirmatória

Nesta etapa, a teoria e as hipóteses dá lugar aos dados. Coletamos amostras de solo, água subterrânea e gases para análises laboratoriais. O objetivo é confirmar se as suspeitas levantadas na fase preliminar se materializam em concentrações acima dos limites permitidos pela legislação (como a CONAMA 420).


3. Investigação Detalhada e Análise de Risco

Caso a contaminação seja confirmada, é necessário delimitar a "pluma" de contaminação (até onde ela se espalhou) e realizar uma Avaliação de Risco à Saúde Humana. É esta análise que dirá se a contaminação oferece perigo real às pessoas que frequentarão o local.


Modelo Conceitual: uma fotografia da área de interesse

A partir dos dados levantamento em todas as fases de investigação, desde a avaliação preliminar à investigação detalhada e análise de risco, é construído um modelo conceitual da área de interesse, conforme norma técnica ABNT NBR 16210. O modelo conceitual é um conjunto de tabelas, descrições e ilustrações que visam representar as fontes de contaminantes e os mecanismos de liberação e transporte no solo, água e ar, levando em considerações os aspectos da área de interesse. Em cada etapa da investigação o modelo conceitual é atualizada visando trazer elementos e maior precisão das informações.


Confirmada a contaminação: O que fazer?

Se os riscos forem considerados inaceitáveis, entra em cena o Plano de Intervenção. As soluções variam conforme o cenário e podem incluir:


  • Remediação Química ou Térmica: Para remover contaminantes de forma acelerada.

  • Fitorremediação: Uso de plantas para descontaminação (geralmente para processos mais longos).

  • Atenuação Natural Monitorada (ANM): Quando se prova que o próprio meio ambiente consegue degradar o contaminante sem riscos extras.


Os projetos de remediação levarão em consideração a seleção de tecnologias e custos de operação em função do risco que a contaminação representa para a saúde humana e meio ambiente.


Conclusão: Segurança Técnica gera Segurança Financeira

No mercado imobiliário e industrial moderno, a incerteza é o maior inimigo do lucro. Investir em uma consultoria de engenharia especializada para realizar o Gerenciamento de Áreas Contaminadas é a única forma de garantir que o seu próximo empreendimento seja construído sobre bases sólidas e seguras.


Sua empresa está prestes a adquirir ou desativar uma área? Não assuma riscos desnecessários. Entre em contato com nossos especialistas e transforme riscos em segurança técnica.


Entre em contato com nosso time comercial para receber uma assessoria completa para trazer maior segurança nos investimentos.



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